fonte:Métodos de Pagamento tempo:2026-08-27 21:03:42
O dia das bruxas originou-se do festival celta de Samhain, realizado há mais de 2.000 anos na região que hoje corresponde à Irlanda, Reino Unido e norte da França. Para os celtas, o ano era dividido em duas metades: a clara (verão) e a escura (inverno). O Samhain, celebrado entre 31 de outubro e 1º de novembro, era a virada desse ciclo — o momento em que a colheita terminava e o mundo espiritual se aproximava do mundo dos vivos. Diferente do que muitos pensam, não se tratava de uma festa do diabo, mas sim de um período de transição, respeito aos ancestrais e preparação para o inverno rigoroso.
O Samhain era muito mais do que uma simples virada de calendário. Para os celtas, naquela noite, a fronteira entre o mundo material e o sobrenatural ficava tênue. As almas dos mortos poderiam retornar à Terra, e os druidas (sacerdotes celtas) realizavam rituais com fogueiras sagradas para afastar espíritos malignos e honrar os bons. As pessoas se vestiam com peles de animais e máscaras — não para assustar crianças, mas para se protegerem e se camuflarem dos espíritos perdidos. Esse é o embrião direto da tradição de usar fantasias no Halloween.
As fogueiras eram o coração do Samhain. Os celtas apagavam o fogo das lareiras de suas casas e o reacendiam a partir das brasas sagradas das fogueiras comunitárias, garantindo renovação e proteção. Para viajar até essas grandes fogueiras, eles carregavam nabos escavados com brasas dentro — uma espécie de lanterna rústica. Quando a tradição chegou aos Estados Unidos, no século XIX, os imigrantes irlandeses descobriram que as abóboras eram nativas, maiores e muito mais fáceis de esculpir do que nabos. Foi assim que o nabo virou abóbora, e a lenda do Jack-o'-lantern (o famoso "Jaca" que carrega uma lanterna) se fundiu à celebração do Halloween.
O dia das bruxas originou-se do festival celta de Samhain, mas o Halloween moderno é um prato de influências: a festividade celta encontrou o festival romano Pomona (deusa das frutas e colheitas, associada às maçãs — daí a tradição do "bob apples" ou morder maçãs na água), depois foi cristianizada pela Igreja Católica, que criou o Dia de Todos os Santos (1º de novembro) e o Dia de Finados (2