fonte:Métodos de Pagamento tempo:2026-08-27 17:59:52
Se você já se perguntou quantos brasileiros apostam em bets, a resposta não é simples, mas os números mais recentes mostram um fenômeno gigantesco: estima-se que mais de 50 milhões de brasileiros já fizeram alguma aposta online, e cerca de 25 a 30 milhões são apostadores ativos mensais. Esse volume coloca o Brasil entre os três maiores mercados de apostas esportivas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Inglaterra em algumas métricas. Neste artigo, vou detalhar esses dados, o perfil desses apostadores, os jogos mais populares e o impacto econômico — sem enrolação, como se estivéssemos conversando.
Para entender quantos brasileiros apostam em bets, é preciso separar dois grupos: os que já experimentaram alguma vez e os que apostam com frequência. Pesquisas do Instituto Datafolha e da Ciaert, além de relatórios do Banco Central, indicam que mais de 50 milhões de pessoas maiores de 18 anos já fizeram ao menos uma aposta em sites como Bet365, Sportingbet e outros. Desses, aproximadamente 30 milhões apostam pelo menos uma vez por mês. Um dado que chama a atenção é que isso representa cerca de 20% da população adulta do país.
O Banco Central fez um estudo em 2023 usando dados do Pix, e descobriu que cerca de 24 milhões de brasileiros enviaram dinheiro para casas de apostas em um único mês. Isso equivale a mais de 15% da população adulta. O valor médio por apostador ficou em torno de R$ 265 mensais, mas claro que esse número esconde uma grande variação — tem gente que aposta R$ 10 e outros que movimentam milhões.
Quando comparamos quantos brasileiros apostam em bets com outros mercados, o Brasil surpreende. Os EUA têm cerca de 60 milhões de apostadores ativos, mas a população deles é muito maior. Em proporção, o Brasil supera até a Inglaterra, que é o país com maior cultura de apostas na Europa. Isso tem relação com o amor dos brasileiros por futebol e com a facilidade de acesso via celular.
Os dados de pesquisas como a do Datafolha mostram que o apostador típico é homem (70%), tem entre 25 e 39 anos, é das classes C e D — ao contrário do que muitos pensam — e usa principalmente o celular para apostar. A renda média é de até três salários mínimos, e o futebol domina as apostas: mais de 80% dos apostadores escolhem jogos de futebol, seja para apostar no resultado, no número de gols ou no artilheiro.
A participação feminina, embora menor, está crescendo. Hoje, cerca de 30% dos apostadores são mulheres. Elas costumam preferir apostas ao vivo, especialmente em vôlei e futebol, e geralmente apostam valores menores, mas com mais regularidade. Esse é um nicho que as casas de apostas estão começando a explorar com campanhas específicas.
O público jovem é o motor desse mercado. Entre 18 e 24 anos, 40% já apostaram pelo menos uma vez. A escolaridade também tem relação: quanto maior o nível educacional, maior a chance de conhecer as bets, mas não necessariamente de apostar com frequência. Curiosamente, os apostadores mais assíduos têm ensino médio completo e trabalham com carteira assinada ou são autônomos.